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Teste de software.

Recentemente em uma empresa conhecida minha, implementaram a área de testes de software.

A decisão por si só, a meu ver é um grande avanço. Quando não se tem nada, ou o que se têm é precário, é um grande feito a gestão tomar essa iniciativa. De saída já demonstra uma boa vontade para melhorar a qualidade dos produtos entregues. Por outro lado é o sinal de que as coisas não estão indo tão bem. Nada demais. Acontece mesmo. Testar software é uma arte, que a maioria dos analistas e desenvolvedores não fazem com grande apreço. Quando fazem, fazem no que chamamos “meia boca”. Fazem para funcionar. Sabemos que testes precisam ser bem elaborados, rígidos, e são feitos para funcionar e para não funcionar. Pegar os erros antes de chegarem ao cliente final é importante.

A área de testes fica responsável por testar o produto antes de que esse chegue ao cliente final.

As diretrizes da área de testes, ou seja, o que testar, como, quando, que nível, quais sistemas, etc. precisam ser definidos, e passam por várias questões que precisam ser definidas, e depende muito de cada empresa.

Por exemplo, o tamanho da equipe de testes. Há braço para testar todos os softwares?
O tempo. Qual tempo temos para testar?
Qual o nível de abrangência? Vamos testar tudo? o que é essencial?
Qual o foco do teste? Vamos fazer testes de negócio ou testes técnicos?

esse é só o começo da conversa.

No início tudo é escasso. O tamanho da equipe, o tempo, a abrangência, etc..

Nessa empresa, adotaram um linha. A de testar apenas alguns softwares, não todos, devido ao tamanho da empresa. O tempo destinado foi bem dimensionado, e o foco foi a parte técnica.

Duas decisões certas e uma errada na minha opinião. Se não há braço para testar tudo, é preciso eleger o que é crítico. A gestão resolveu que o que era crítico e o que era novo deveriam ser bem testados para evitar manutenções futuras. Isso é bom. Estancar os problemas futuros é uma boa estratégia para colocar a casa em ordem.

A meu ver, focar na parte técnica é um erro. Na minha opinião, se é para gastar recursos com testes, e ele é escasso, o foco deveria ser o que é essencial e o foco deveria ser a visão do cliente.

Para o usuário importa que as informações estejam corretas. Ou seja, que o negócio esteja certo. Mesmo que ele abra um chamado de erro sobre um título errado em um campo, ou uma mensagem que deveria aparecer “Dados Salvos Com Sucesso” e apareceu “Dados GRAVADOS com sucesso”, ele poderá conviver com esse erro por um bom tempo. Ao contrário, se um relatório apresenta 100% ao invés de 90% em uma informação, isso é grave. Ele não pode conviver com esse erro, pois compromete as informações, e consequentemente as decisões.

Quando não se pode testar tudo, o foco deve ser o teste de negócio. Testes técnicos são importantes, e exceto aqueles que causam um queda do sistema, como por exemplo, um item de menu que fecha o sistema, uma janela que não funciona, eles não fazem muita diferença para o usuário final.

Além disso, testes técnicos, devem começar com a equipe de desenvolvimento. Eles precisam garantir que as funcionalidades básicas estão funcionando. Outra prática que pode minimizar os erros técnicos é exigir que o cliente faça uma homologação do sistema. Nesse momento ele poderá também testar a parte técnica em conjunto com as regras de negócio, afinal, provavelmente ele terá que incluir, alterar, excluir informações no sistema, e passará por todas as telas.

Em outro post falei sobre qual é mais importante, o processo do negócio ou o processo da TI?, aqui o foco é mais ou menos o mesmo. Os dois testes são importantes, mas, qual é mais? Teste técnico ou de Negócio?

Abraços.
Alexandre Soares Campos
alexandrescampos@gmail.com

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