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Hiperlink ou hipervínculo?

Outro dia navegando num blog do qual gosto muito, reparei que 90% dos hiperlinks (ou hipervínculos) eram broken links (links quebrados ou perdidos). Me veio um misto de indignação e questionamento.
Questionamento pois os mesmos links servem de base para contextualização do que está sendo dito, ou, numa analogia com a mídia impressa, como uma espécie de apêndice, nota de fim, nota de rodapé ou nota de parágrafo (dependendo de sua implementação, seja ao abrir uma nova janela do navegador, pop-up ou texto explicativo/alternativo ou remeter ao final do texto). Quando se deve então usar Hiperlinks (em textos noticiosos ou semelhantes) e links (em textos educativos)?
Faço uma sugestão, do ponto de vista do usuário, pegando carona na web semântica: se o texto depende o hiperlink para ser entendido, transformemo-o em link para a própria página (âncora interna), reproduzindo e citando textualmente a fonte. Até link para um screenshot da página de origem é bem-vindo.

A indignação ficou por conta do autor do blog que de tanto fazer comercial da C&A (usar e abusar) do recurso de hiperlinks fez do texto um apanhado de links que por pouco não fazia mais sentido sem os mesmos!

Vamos tentar compreender a boa utilizaçao dos hiper/links pela sua origem. Links subentendem vínculos que remetem à mesma página ou outra página de um mesmo site. Hiperlinks subentendem vínculos de hipertexto, ou seja, páginas necessariamente na internet.
Na mídia impressa o equivalente ao sumário ou índice podem ser as barras de navegação ou seções como mapa do site; os hiper/links podem ser o equivalente aos ítens dessas seções.
Essa definição por sí só deveria eliminar qualquer dúvida sobre sua utilização, mas não é o que ocorre.

Um site de notícias tem conteúdo que é atualizado a cada dia, portanto pode se dar ao luxo de ter hiperlinks. Se estas matérias estão disponíveis além do dia em que são publicadas, esses hiperlinks deveriam ser produzidos como links (ou assumir a famosa página de erro 404!).
Um texto educacional ou que se remeta a um conhecimento que não será atualizado (ou conhecimento histórico) entra no mesmo contexto.

Uma vez que na web não há como prever o destino de páginas fora de seu site, definir o que são links e hiperlinks no projeto do site passa a ser um procedimento tão necessário como o link de download do FLASH PLAYER ou alerta para desativar bloqueadores de POP-UPs. Como esse hiper/link será exibido (camada, pop-up, âncora, janela nova ou própria) é uma questão técnica. Conceituar esse problema já na fase de arquitetura de informação (ou de design/layout) é o fundamental.

Para quem acha que observar regras como essa é algo dispensável, que foge ao orçamento do seu site ou questão de bom-senso, deixo aqui um pensamento: links e ícones são como placas e sinais de trânsito; você pode ignorá-los, mas eles servem para nos guiar mais facilmente pelo trânsito.

Wallace Vianna
Designer, consultor”

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