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CLT x PJ – Quem perde é o profissional de TI – Parte II

Esse foi um dos temas que trouxe a maior discussão para esse site no primeiro artigo. Bateu todos os recordes de visualização, comentários e votação.

A razão é simples. O mercado está nos deixando muito preocupado, e todos queremos mudanças.

E o pior: não temos a mínima idéia de como fazer isso. “Muitos foram os comentários e ponto de vistas diferentes sobre o assunto, muito disso pelo fato de que cada pessoa possui uma experiência diferente..

Pela votação da enquete no artigo anterior podemos supor que, aqueles que estão trabalhando pela CLT não querem abrir mão dos seus direitos. Os que não possuem a carteira assinada, estão inseguros, e até abririam mão de algum benefício para terem essa segurança. De outro lado, estão aqueles que estão bem como PJ, preferem o dinheiro na mão, ou são bem organizados, e conseguem suprir esses befícios da CLT por conta própria.

A questão pela qual as consultorias contratam como PJ vai muito além da questão da “”ganância”" dessas empresas, o que não quer dizer que não há. Podemos verificar por exemplo no site Apinfo, e até mesmo no e-panelinha (só pra ficar nesses dois) mais de uma consultoria oferecendo a mesma vaga, e as vezes em condições diferenes. Um exemplo disso, foi uma vaga que eu vi para Curitiba, onde uma dava Hospedagem para quem era de fora do estado do PR e outra só queria gente da região. Nesse caso, pode sim, haver uma questão de ganância por parte de uma.

Os principais fatos que levam uma consultoria a contratar como PJ são em primeiro lugar a concorrência, precisam baixar seus custos para serem competitivos, e muitos projetos são de curta duração. É extremamente burocrático contratar um profissional como CLT e 2 ou 3 meses depois ter que demiti-lo. O que não é bom nem para o próprio profissional.

Não podemos culpar apenas as consultorias por essa questão, pois muitas empresas (que não são de TI) possuem em seu quadro de TI muitos profissionais PJ, como Bancos, Financeiras, e outras empresas de nichos de negócio diferente de TI.

Lendo alguns comentários, quase cheguei a conclusão de que o que está faltando para alguns profissionais é a arte de negociar. Precisamos sim, aprender a negociar os contratos de trabalho como PJ. Temos que imbutir nos cálculos alguns benefícios que perdermos, como férias, 13º, FGTS, Assistência Média e INSS. No meu contrato por exemplo, está previsto férias, e participações no lucro dos projetos, mecanismos de aumento anual, bolsa de estudos e mais outras cositas…

Mas, esse não é o problema (negociação). A contratação de PJ está desenfreada, e abusiva. Porém, isso só acontece porque alguém precisa comer, sustentar uma família, e se sujeita à essas condições. Não podemos julga-lo por isso.

Apelar para os Sindicatos da categoria é o mesmo que não fazer nada, pois esses já perderam seu papel a muito tempo. O que vemos é que existem algumas entidades como a Sucessu e a Assesspro que olham apenas o interesse das empresas e assim mesmo das que são suas associadas. Pedir ao profissionais que recusem trabalho é completamente inviável e nunca iria funcionar, em qualquer profissão.

Isso não vai mudar do dia pra noite. Aqui vai uma opnião extremamente pessoal. Precisamos dar um passo de cada vez. Um conselho de classe, sem reserva de mercado, é o primeiro passo. Para que o conselho? Para começar a centralizar as ações, esse é o primeiro ponto. Não adianta a entidade A fazer uma coisa e a B fazer outra. Bom, isso fica para um outro artigo que irei escrever em Breve.

Não deixe de votar na enquete ao lado e de mandarem seus comentários para o Site. Se quiserem discutir sobre a necessidade de um conselho de classe, utilizem o fórum de discussão do site, onde há um tópico sobre o assunto.

Abraços.
Alexandre Soares Campos.
Analista de Sistemas.
alexandrescampos@gmail.com”

One Response to “CLT x PJ – Quem perde é o profissional de TI – Parte II”

  1. Prezado Alexandre.

    Recentemente Li todos os seus blog’s no site Profissionais de Tecnologias. Sobre o conselho de classe apoio você em definitivo.

    Os conselhos de classes são uma forma de proteger a classe e dar sugestões para os poderes legislativo o judiciário. Um bom exemplo de uma classe bem organizada e remunerada, aonde as disparidades não são tão grandes, são a dos advogados representados pela OAB.

    Nos últimos meses estou amargando a demissão pela CLT devido a crise mundial e, se não fosse pelo FGTS, multa, etc. eu estaria em maus lençóis.

    Como já estou com um certa idade estou com dificuldade de voltar ao mercado de trabalho pela CLT, pela minha idade, apenas 37anos, ou seja, no auge da minha carreira.

    Pelo visto vou ser mais um autônomo ou dono de empresa trabalhando para consultorias e, com futuro incerto e, no momento muito preocupado.

    Parabéns pelos artigos e um forte abraço.

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